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13.Fev - Fariseus começaram a discutir com Jesus
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Fariseus começaram a discutir com Jesus


    Se alguém, por engano entra numa estrada pela contramão, chama atenção dos que vem na direção oposta, os faróis  dos veículos “protestam”,  questionam quem vem na contramão.


   Quando abrimos a Bíblia, de alguma forma, nós vemos algo semelhante, ou seja, a palavra dos profetas avisando que alto está errado para quem está na estrada....  A questão é saber quem está na contramão... quando se quer abreviar um longo caminho, arrisca-se a vida percorrendo um trecho bem curto na contramão...


  No evangelho, os fariseus estavam seguros de estar na estrada certa, a estrada da Palavra de Deus... mas, não percebiam que estavam na contramão. E como alguém que, pego na contramão, é avisado da multa e começa a se defender, tal a condição dos fariseus de Jesus. Os textos proféticos, eles, os fariseus,  os proclamavam na sinagoga e no Templo. Os mandamentos eles os transmitiam aos seus discípulos... mas...  mas não havia coincidência entre o que os corações necessitavam e o que lhes era proposto.


   Neste contexto da condição humana, entra em cena o Homem de Nazaré, que não fizera estudos bíblicos na sinagoga, e apontava uma outra forma para entender as Escrituras. Não falava de Lei que castiga os homens, faz falava de perdão, de acolhida na misericórdia, de bondade,  de partilha, revelando que “há um só Pai... todos vós sois irmãos” ().


  E esse ensinamento trouxe um enorme enguiço Galileia, na Judeia, onde os fariseus estavam por cima, e pisavam quem estava por baixo, pisavam em quem levava o crachá de pecadores...  e vivia-se o tempo do “apedrejamento”, como vemos  no caso da “Adúltera” que foi levada ao Senhor (cf. Jo ).


   E o evangelho de hoje coloca algumas coisas que devem ser entendidas no contexto do evangelho inteiro, ou melhor, na prática de Jesus.


    O texto coloca bem claro as duas posições: “Os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus” (Mc 8,11-13). Jesus estava fazendo uma nova proposta de fé, diferente daquela que o povo sempre ouvira falar. E os fariseus perceberam que estavam correndo o risco de perder terreno. E o texto deixa claro que os fariseus não foram a Jesus para uma conversa amigável, mas “começaram uma discussão” com Jesus. E pediram a Jesus um “sinal do céu”, um redemoinho de estrelas, tirar o sol do poente e jogá-lo no nascente,  etc., porque os “milagrinhos de Jesus” : ressurreição de Lázaro, cura do paralítico, cura de um cego,  cura de leproso, são coisas da terra, que muitos homens no passado, já o realizaram, como a mesma Bíblia relata.


  Diante do pedido dos fariseus, o evangelho relata que Jesus “deu um suspiro profundo”, revelando estar muito chateado com gente que dizia conhecer as profecias e não entendia os “sinais dos tempos”. Esse “suspiro profundo” é muito significativo, revela a condição humana de Jesus que sabia ser a Verdade do Pai, e que, como tal era recusada.



    E tudo ficou no ar. Para um bom entendedor, meia palavra basta... mas os fariseus não entendiam nem frase inteira, nem a forma de viver a profecia anunciada, e já presente na vida de Jesus. Então, Jesus não tinha mais o que fazer com aquele público... “E deixando-os, Jesus entrou no barco e se dirigiu para a outra margem” (v.33)... E assim, perderam a oportunidade de viver com Jesus, de conhecer melhor seus projetos... E assim... acontece ainda hoje, e continuamente, em nossas comunidades, diante de tanta recusa de acolher a palavra que é proclamada em público ou em particular.



14. Os discípulos esqueceram de levar pão... Mc 6,14-21-


                                                               SS.CiriloMetódio.


     Normalmente quando fazemos algo de errado, ou falhamos em algum ponto, ficamos com a impressão de que todos estão sabendo, estão comentando e até falando mal...


   Tal realidade da vida,  enriqueceu a caminhada dos apóstolos, e deixou para nós mais um ensinamento a partir da vida diária. Em suas andanças missionárias, os apóstolos, que acompanhavam Jesus, sempre providenciavam o alimento, a água, o necessário para o momento do trabalho, um trabalho sempre em movimento, em lugares diferentes, com gente diferente.


   Mas, num belo dia houve descuido, e logo perceberam isso enquanto Jesus falava às multidões. De alguma forma, houve alguma coincidência entre o que Jesus falava, e o que os discípulos falavam, ou seja, a questão do pão. “Os discípulos  tinham esquecido de levar pães. Tinham consigo, na barca, apenas um pão” (Mc 8,14). E Jesus falando ao público usava a expressão “fermento”, fermento mau dos “fariseus e de Herodes”... Jesus tinha consciência de que, tanto o trabalho dos fariseus, quanto o de Herodes, era um trabalho de oposição ao que ele vinha fazendo... ou o que ele fazia, por sua vez, atingia as “duas oposições”.


  Ouvindo o que Jesus falava, os discípulos ficaram chateados pelo descuido de não levar pão suficiente para a empreitada, e comentavam entre si essa situação. Jesus então, sempre atento a tudo, “percebeu e perguntou-lhes: Por que estais discutindo sobre a falta de pão?”... e segue dois verbos em enfoque crítico: “Ainda não entendeis nem compreendeis?”... e “ainda tendes o  coração endurecido?” (v.17)... E segue ainda a crítica, insinuando que eles olhassem o agir do passado recente do Mestre: “Tendo olhos e não vedes, tendo ouvidos e não ouvis?”... E situa esse questionamento sobre fatos que os discípulos tinham presenciado, como foi a multiplicação dos pães para cinco mil pessoas, e depois, para quatro mil pessoas... e com fartura, em que houve sobra recolhida em cestos.


   Diante do questionamento, os discípulos respondiam, confirmando tudo. Após esse momento de desencontro entre o Cristo que fazia acontecer, e os discípulos que não entendiam os fatos, de alguma forma, Jesus foi conhecendo um pouco mais os seus discípulos... e um tanto desanimado, acrescenta, após ter ouvido a resposta dos discípulos: “E ainda não compreendeis?” (v.20).


   De alguma forma, essa cena se repetirá tempos após, lá no Jardim das Oliveiras, quando os apóstolos deram o fora, por não entenderem nada do que estava se passando...


   A pergunta é dirigida, com a mesma força, a cada um de nós: “ainda não entendeis?”... por que pouca gente busca o Senhor, no sacrário, durante o dia ou durante a semana?
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14.02.= Festa de S. Cirilo e S. Metódio. Dois irmãos de sangue, viveram no século IX. Naquele tempo a Bíblia só existia em latim ou grego. E eles não pertenciam ao domínio romano. Então traduziram a Biblia e os textos litúrgicos para  a língua nativa.   Eles são considerados os criadores do alfabeto glagolítico. Seus alunos são bem-vindos no Primeiro Império Búlgaro e a Igreja Ortodoxa Búlgara os considera santos com outros cinco estudantes (sete apóstolos eslavos).



Salmo 72.-13


    Pela Bíblia, sabemos que a história do povo de Deus começou da estaca zero com Abraão “Pai de todos os crentes”... Com ele veio o filho esperado, depois os netos... e aos poucos foi surgindo um povo sem muita organização, com base na estrutura familiar. E o povo foi crescendo no deserto, e então surgiu, um líder que o próprio Deus apresentou ao povo, o Moisés... mas, era um povo numeroso, doze tribos, sem muita organização política. Quem conduziu o povo em nome de Deus, neste primeiro momento de organização social,  foram os juízes...


  E depois, copiando os outros povos, o povo exigiu um rei. E assim, apareceu Saul, depois, o primeiro da série de reis bíblicos, com um reinado de pouca duração, porque foi infiel ao mais poderoso  que Habita nos céus. Então veio o jovem rei Davi, que inicia uma dinastia que se prolonga até o nascimento de Cristo. Séculos se passaram  em que a condução do povo de Deus se realizou por um descendente de Davi.  A autoridade começa passar de pai para filho.


   De uma forma  ou outra, este salmo explicita o desejo de um sucessor ao rei de Jerusalém. Atribui-se o salmo a Salomão. Assim, o salmo expressa o desejo de um rei, um “novo rei”.


  De alguma forma, o salmo faz entender a sucessão dos reis em Israel, na perspectiva de um que fecha a lista, o último que reinará para sempre: “que seu nome permaneça para sempre” (vv. 17.19) O salmo insinua o rei Davi com a pretensão de passar o cetro ao filho, sucessor, que viverá eternamente.


   No salmo podemos captar a vontade do rei de conduzir bem o povo, de ser um bom rei para com todo tipo de pessoas, “do indigente que clama, do pobre que não tem protetor... e terá “compaixão do fraco e do ingente, e salva a vida dos indigentes” (vv.12-13).


   E ao descrever esse “novo rei”,  vem colocadas sua forma de agir a favor das pessoas, quais qualidades um líder do povo,  do povo de Deus, deve possuir.


   Então, aquilo que elencamos, acima, das expectativas a respeito do novo rei, devem ser evidenciadas na vida do monarca. Ele existe para estar no meio do povo, a serviço do povo, e não servir-se do povo.


  Assim, ele deve ser praticar a justiça (vv.1-2), saber defender “as vítimas da astúcia e da violência” (v.14)... e sendo um bom rei, conseguir que o povo seja feliz, vivendo na paz e na segurança da vida em família, na sociedade: “haja abundância de trigo no campo” (v.16).


  E ainda, o eterno sonho da paz: “que em seus dias floresça a justiça e muita paz até o fim das luas”....  simbolismo da lua que muda de fases, mas não permanece iluminando sempre.


   E o salmo, falando de reino, e sucessão de reis, universaliza o sonho da paz eterna quando existir um único reino sob o pode de um só rei... como vimos no v. 8: “que ele domine de mar a mar, desde o rio até aos confins da terra”... o rio, aqui, é o rio da Palestina que limitava o território.


  E vem explicitado esse domínio: “Nele sejam abençoadas as raças de toda a aterra, e todas as nações o proclamem feliz” (v.17).


   E a durabilidade vai muito além do tempo de Davi, de Salomão, pois o augúrio é de que “ele dure, sob o sol e a luz, por gerações de gerações” (v.5)... “até o fim das luas haja paz na terra”  (v.7)...


   E ainda: “Que seu nome permaneça para sempre enquanto resplandecer o sol” (v. 17)


   E o salmo vem concluído com um hino de glorificação. A glória é a expressão do poder, da honra, da grandeza de Deus. Só a Deus pertence a glória.


 Bendito seja o de Israel, porque só ele realiza maravilhas. Para  sempre seja bendito o seu nome glorioso” (v.19). Em cada anoitecer, após ver, ao longo do dia toda essa grandeza de Deus, como Francisco de Assis fazia, esse versículo final deveria ser pronunciado, rezado, com muita alegria e gratidão.



Ou seja: “Que toda a terra se encha   com a sua glória. Amém. Amém” (v.20)



 



Fonte: Frei Fabiano Zanatta, OFMCap

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

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