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07.Mar - Editorial de Março - Construtores da Paz.
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Editorial de Março - Construtores da Paz.


Somos desafiados a sermos construtores da paz. A paz que o próprio Jesus veio trazer à humanidade. Reza-se a oração da paz no rito da comunhão, na celebração da Missa, e se diz com fé: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”. Ele, Jesus, a viveu em toda a sua vida terrena, acolhendo as pessoas que se aproximaram Dele. Nos seus últimos momentos da vida terrena, testemunhou o modo como manteve a paz na paixão, flagelação, caminho do calvário, morte, como nos apresentam os evangelistas. Deus testemunhou a importância da paz para todas as pessoas!


Construir a paz é o desafio de cada pessoa humana. É viver a paz que o próprio Senhor  deixou. A paz sempre será fruto da justiça. As pessoas precisam ser educadas para a convivência sadia de umas com as outras, construindo a sua história fundamentada no amor que é doação, querer o bem próprio e do outro. Tanto recebem como também deverão estar aptas a contribuir para o bem de todos.


Torna-se desafiador às pessoas serem homens e mulheres de paz numa sociedade que prioriza o econômico e não a dignidade humana. Segundo esta visão, a prioridade é pela produção de bens materiais e pela posse de reservas para se consumir o mais que puder. Dar poder à pessoa humana, mesmo que falte para os semelhantes. O meio se torna finalidade.


O dinheiro é a compensação pelo trabalho realizado e é meio de troca para se adquirir os bens necessários para a sobrevivência digna da pessoa humana. Como faz bem tê-lo para esta finalidade! Jamais deverá ser utilizado para escravizar, diminuir ou oprimir a pessoa. A idolatria do dinheiro diminui a pessoa em sua dignidade.


É desejo da pessoa de boa vontade que a sociedade seja pacífica e para isso é preciso que seja unida, coerente e solidária. E todos que dela façam parte, tenham o necessário para viver com dignidade: casa, trabalho remunerado, assistência à saúde, descanso semanal, educação, transporte (direito de ir e vir), saneamento básico, liberdade para praticar a sua fé em Deus,... Enfim, o bem comum seja promovido e realizado. Todos são cidadãos com direitos e deveres de uns para com os outros.


A vida de irmãos é fundamento para a paz. Jesus Cristo deseja que todos sejam salvos, cheguem à plenitude da vida. Ela leva ao reconhecimento da pessoa humana como igual em dignidade e em direitos: “Vós todos sois irmãos” (Mt 23,8). Somos motivados a constituir e viver a cultura da fraternidade.


Os órgãos públicos têm o dever de serem  promotores da paz nos seus planejamentos, ações e investimentos de recursos que recebem através de impostos pagos pelos cidadãos. Estes lhe deram a procuração para agirem em seu nome pelo bem de todos. Cabe aos cidadãos fiscalizar o retorno em benefício da população.


É preciso continuar a construir um mundo novo, onde todos se sintam irmãos e irmãs, valorizando os dons que cada um tem e viver a prática de Jesus no exercício da escuta, da saída missionária, do acolhimento, do diálogo, do anúncio e da denúncia da violência. A lógica do amor é o único instrumento eficaz diante das ações violentas. É preciso eliminar os atos violentos com o perdão, a acolhida, a solidariedade, a escuta e a compreensão, a fim que se produza frutos de paz.   



Fonte: Informativo Paroquial Paz e Bem - Março 2018

Frei Cláudio Sérgio de Abreu, OFM Cap

Frei Cláudio Sérgio de Abreu, OFM Cap

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