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28.Fev - Deveis rezar assim: Pai nosso
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Deveis rezar assim: Pai nosso

     Tempo de quaresma, é tempo de mais oração, como ensinou Jesus quando se retirou, no deserto, ao longo de quarenta dias, para rezar, fazer jejum, e vencer o “tentador” (). Então, os discípulos que o acompanhavam foram descobrindo a identidade do Mestre, que rezava sempre, num jeito que só ele fazia, e era diferente do jeito dos fariseus, que rezavam na sinagoga para serem “vistos pelos outros”. 




    Impressionados com o jeito de Jesus rezar, um dia lhe pediram: “Ensina-nos a rezar!” (). Então, Jesus, o modelo  que sabe rezar, primeiro explicou ao seu grupo, em que consiste a oração... “não usar palavras inúteis, como fazem os pagãos!” (Mt 6,7)... máquinas de rezar, “multiplicando palavras” não funcionam; o que importa é saber se relacionar em “clima de família”... Jesus revelou que o Pai entender a linguagem dos filhos, quando aprenderam a falar a mesma língua dos pais... E um pai, sempre está atento às necessidades dos filhos, mas importa que os filhos saibam revelar isso aos próprios pais. 




   Então, Jesus ensina a rezar a dizer “Pai nosso...”... Aqui, ele não reza Pai meu e vosso Pai, mas, como ele nos introduziu na família de um “só Pai”, todos nós somos filhos e rezamos junto com ele o “Pai nosso que estais nos céus...” 




    Uma criança, em família, sabe quem é o pai, na casa, a sua função, sua capacidade, e se entende de amor sabe glorificar o seu pai, querendo que o nome de seu pai, seja honrado... e aqui, o nosso Pai “seja santificado”, e que seu projeto para os filhos se realize, e por isso se pede que “venha o vosso Reino”, e para isso, importa seguir a estrada certa: “seja feita a vossa vontade”, aqui na terra, por nós, como ela é feita nos céus com os anjos que rezam cantando e glorificando.... 




  Então, o “Pai nosso”  é a grande oração que o evangelho nos oferece, e deveria ser a primeira oração que a criança, ainda no colo da mãe, deveria aprender. Ensinar a criança a olhar para o alto, e revelar que há um “Pai nosso que está nos céus”, que  não é pai de um ou dois filhos, apenas, daquela família... mas pai de todos os vizinhos, parentes, ou não, conhecidos ou não, também dos “inimigos”, porque quem ama, não tem rancor no coração... e é o que Jesus ensinou no derradeiro momento: “Pai, perdoa, porque não sabem o que fazem”(). 




   Então, Quaresma não é tempo de olhar para trás, mas de aprender a rezar, como Jesus ensinou: “Não se faça o que eu quero, mas o que tu queres” ()...  




 




Salmo 86. 86 




   Sabemos que o rei Davi viveu perseguido, seja por Absalão, ou por seu filho que queria ocupar o lugar do Pai.  E então, neste salmo nós temos uma súplica pedindo salvação, mas, em que o suplicante se mantém em calma total, porque confia no Senhor que sempre diferencia o bem e o mal.  




  Assim , diante de muitas dificuldades da vida  do dia a dia, Davi não se revoltou, não perdeu a fé, pois, ele sabia que Deus cumpriria sua palavra. Então ele pede a Deus  para que incline “teu ouvido, Senhor, responde-me, pois eu sou pobre e indigente”  (v.1). “Pobre e indigente” é uma expressão recorrente na Bíblia, expressando a condição humana. 




   Aqui, expressa a condição do salmista, que confiante, suplica por “compaixão”... “Compaixão”, também uma palavra muito expressiva, e nos evangelhos vem aplicada exclusivamente por Jesus.  




   O salmista, vai crescendo em sua fé, em sua súplica, e  cada vez mais, e suas experiências de um  Deus que responde, a gratidão também vai aumentando, e se expressa na adoração ao único Deus que  revela verdadeira compaixão pelo que suplica com humildade. 




    Assim, nos primeiros versículos vai frisando a gentileza de Deus em responder suas súplicas; “Tu és o meu Deus, tem  piedade de mim.. Tu és bom e perdoas, senhor, és cheio de amor om todos os que te invocam” (v.2.5). o Salmista, pessoalmente, se apresenta como homem “piedoso, comum “servo que confia n o senhor” (v.2). 




  E nestes vv. iniciais, ele deixa claro que é um ‘homem de oração contínua: ”eu te invoco todo o dia” (v.3). 




   E essa súplica, expressa com tanta confiança, brota da consciência de que ele está diante um Deus que é “bom e perdoa. és cheio de amor com todos os que te invocam...que atende a minha prece” (v.5).  




  Assim, após revelar, como ele,  o suplicante, contempla o “Deus, bom Senhor”,   ele conclui esse primeiro momento de sua oração  dizendo: “Eu grito aa ti, no dia da angústia, pois, tu me respondes, Senhor” (v.7). 




   E segue um momento de fé, reconhecendo a grandeza de Deus, sempre atento ás necessidades humanas: “Entre  os deuses  não há outro como tu, nada que se iguale às tuas obras”.(v.8)... Há aqui, neste versículo um ano “aos deuses fabricados” que não fazem nada.   Aqui, nesta expressão, sejam “ídolos”, ou ‘autoridades humanas”, fica expresso que somente Deus é poderoso... tudo o mais é impotente... Deus está acima de qualquer outro poder, porque somente ele não depende de ninguém e de nada. É o que nos dizem os vv. 9-10: “Todas as nações virão te adorar e dar glória ao teu nome, pois tu és grande e fazes maravilhas, tu és Deus, tu és o único”. 




   Mas, quem está rezando, no salmo, é uma pessoa, que pessoalmente se reconhece neste todo do agir divino, que conhece o infinito poder de Deus, e que, deslumbrando diante da grande obra da criação, que está contemplando, suplica: “Ensina-me, Senhor, teus caminhos”, e assim “eu caminharei segundo tua verdade; unifica o meu coração para temer o teu nome” (v.11).  




   E essa súplica, brotada da contemplação das ações de Deus, da grandeza de sua misericórdia, coloca o salmista em atitude de adoração: “Eu te de agradeço de todo o coração, Senhor meu Deus, vou dar glória ao teu nome para sempre, pois, é grande o teu amor para comigo”... e coloca a motivação maior “tiraste-me das profundezas do Xeol/morte” (v.13). 




   E temos aí, mais uma vez a apresentação da  “grande   tua misericórdia comigo”. 




   E na parte final do salmo, o salmista faz entender que não passa o dia interior dentro do Templo, mas na rua, no trabalho, ou seja, no meio de outros homens, entre os quais muitos são inimigos de Deus, “um bando de violentos persegue min há vida” (v.14). 




   E um detalhe, o salmista não pede um castigo aos perseguidores, mas sim a força, a esperteza, para escapar dos perseguidores: “Tu, Senhor, Deus de piedade, lento para a cólera, cheio de amor e fidelidade, volta-me para mim , em piedade de mim” (vv.15-16). Chama atenção, aí, o “lento para a cólera, cheio de amor e fidelidade”... 




    E a conclusão do salmo é muito interessante. Davi continua confiando em Deus, que sempre sabe fazer o que é o melhor: “Realiza um sinal de bondade para mim!”... e  então “meus inimigos verão e ficarão envergonhados, pois tu, Senhor, me socorres e consolas” (v17). 




 



Fonte: Frei Fabiano Zanatta, OFMCap

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

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