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10.Fev - De novo uma grande multidão... sem comer
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De novo uma grande multidão... sem comer

No dia de hoje, importa recordar as aparições de Nossa Senhora-Lourdes,  à pequena pastora Bernadete, nas montanhas lá da França. Por dezoito vezes Nossa Senhora se manifestou naquelas grutas à pequena. A pastorinha estava curiosa em saber quem era aquela senhora linda, mas, ela não falava, pedia que voltasse sempre ao local... os meses se passaram, e por fim, na última aparição, a linda Senhora revelou seu nome: “Eu sou a Imaculada Conceição”... Isso, em 11 de fevereiro de 1858... Quatro anos antes, em Roma, o papa Pio IX proclamara que Maria era de fato “Imaculada Conceição!”... e Maria confirmou, não na praça de s. Pedro, cheia de gente, como fizera o papa, mas a uma simples pastora, longe das multidões... De alguma forma, Maria confirmava o que a Igreja proclamara. É assim, na Igreja de Cristo. 




   O evangelho de hoje  nos coloca um texto de Marcos (8,1-10), em que uma multidão seguiu Jesus, porque sempre era bem acolhida, todos se sentiam amados de verdade, cada um na sua condição. Ninguém se sentia excluído.  Mas o corpo tem suas leis, e a fome expressa os direitos do corpo. Então, a multidão estava aí e “não tinha o que comer”. 




     Jesus via a situação do povo, e então, chamou os seus discípulos expressando como ele se sentia diante da realidade: “Tenho compaixão dessa multidão, porque há três dias que está comigo e não tem o que comer”... “porque muitos vieram de longe”. (v.2). 




Havia gente de perto e de longe, e Jesus tinha bom senso, deixando claro que, se retornassem sem comer, pereceriam pelo caminho... Então Jesus perguntou ao grupo de quantos pães dispunham. E a resposta foi: “sete”...  “sete” é um numero bíblico com muitas significações, mas sempre no sentido  de perfeição, de plenitude, de abundância... sete dias da criação do mundo, sete dias... sete vacas magras, sete anos de seca, etc... e, “sete dons do Espírito Santo” (). 




O número 7 na Bíblia, nos transmite a ideia de totalidade, interação, conclusão, perfeição e consumação. 




  Diante da fala de Jesus, primeiro uma revelação de seus sentimentos,- tenho compaixão -  depois, um desafio para o seu grupo se tornar ativo: “Se os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos vieram de longe”(v.3). 




   Em primeiro momento, para os discípulos, não haveria solução. Eles só tinham “sete pães”... E quando se tem amor,  a gente partilha. E quando se partilha, não falta pão para ninguém. 




  Então, Jesus entendeu que o povo estava cansado, e era hora de sentar-se... sentar-se para descanso, mas também para comer... A seguir, tomou os sete pães deu graças, partiu-os e ia dando aos discípulos para que os distribuíssem. E eles os distribuíram ao povo” (v.6). 




  De alguma forma, nesta cena, podemos contemplar a  




última ceia” de Jesus, quando se multiplica no “isto é o meu corpo”... e depois, acrescenta: “fazei isto em memória de mim”... que não é só o momento eucarístico, mas também dar “pão a quem tem fome” (). 




   11.02.1858. Quatro anos após o papa ter proclamado a condição de Maria, “Imaculada Conceição” (1858),  Nossa Senhora, pessoalmente, se revela a uma pequena pastora, analfabeta,  nas montanhas dos Alpes: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Tal ocorreu em Lourdes, na França. A pastora, uma analfabeta, que não entendia de Concilios, de grandes verdades, mas que sabia rezar.- Onze de fevereiro, tem ligação com a Imaculada Conceição... Maria, de Nazaré, a pequena menina da Galileia recebeu uma missão, a grande missão.... 




Salmo 70.= 10 




   O salmo 70, no saltério bíblico, ele se apresenta em dimensão pequena, entre salmos de muito mais versículos. Temos salmos em que a condição do suplicante é muito problemática, e ele então expressa longamente seu sofrimento. Outros, trazem fatos históricos que oferecem oportunidades para  louvar a Deus que caminha junto ao seu povo. Mas, longos ou curtos, todos são salmos sempre direcionados a Deus, de quem vem a graça e a salvação. 




   E neste sentido, podemos enquadrar o salmo 70 que contém o grito de uma pessoa em situação de sufoco. O suplicante se coloca diante de Deus com um pedido urgente num momento de grande necessidade do socorro divino, porque, do lado humano nada se pode esperar. 




    Neste sentido,  o primeiro versículo deixa isso bem expresso: “Vem livrar-nos, ó Deus, vem depressa em meu socorro” (v.2)... Segue o motivo da oração, e a conclusão repete o pedido inicial:  “Tu és meu auxilio e salvação, Senhor! Não demores” (v.6) 




    Numa comparação um pouco estranha, poderíamos fazer de um campo de futebol, com dois times iniciando o jogo, os dois  querem vencer o jogo, mas jogam em direção oposta.   E o “venha depressa” porque o jogo tem tempo limitado. 




   Muitos salmos trazem essa marca de urgência, porque não eram “orações” dentro do Templo para cumprir uma liturgia, mas brotavam da vida com suas exigências, urgências, até de desespero. 




  Muitos salmos, atribuídos a Davi, parecem ter, como plano de fuga , a sempre lembrada fuga de Davi perseguido pelo seu filho Absalão.  Neste caso, e em muitos outros, Davi entendia que somente Deus poderia ser capaz de salvá-lo do aperto, e por isso depositava toda sua confiança no seu único Salvador, o Deus das alturas, porque na terra não tinha onde buscar salvação. 




   Então, diante de uma situação complicada, sempre sonhamos em salvar-nos, e a salvação, por vezes, consiste em eliminar uma doença, ou tirar da vida pública um bandido e coloca-lo na cadeia. 




   E aqui o salmista pede que Deus desmanche o plano dos seus adversários. Expressões muito fortes: “ “fiquem envergonhados..  recuem e fiquem atrapalhados... recuem, cobertos de vergonha” (vc.3-4). 




   O salmo deixa bem claro que trata das condições pessoais de Davi, que, envolvido por muitos e diversos inimigos, sente o peso do ser fiel à missão recebida de testemunhar honestidade diante do povo, sendo fiel a Deus.   




   A linguagem que Davi usa contra os seus inimigos é muito pesada, pede a “humilhação pública” dos seus perseguidores... porque a guerra só termina quando uma das partes é derrotada. 




    O salmista se sente destruído em três dimensões: ´”os que buscam destruir minha vida...os que “desejam  minha desgraça”...”os que se riem de mim”... (vv.3-4). Rir da desgraça alheia, é isso que Davi contempla nos seus inimigos... Muita gente aplaudiu vendo Davi na desgraça, buscando salvação numa fuga... 




   E importa olhar com atenção a posição de Davi, convicto de seguir a palavra de Deus, e que, consequentemente, sua prece não era apenas um pedido de vingança pessoal, mas de um conflito entre o plano de Deus para conduzir o povo de Israel, e pessoas incapazes de entender e realizar este plano, como foi o caso do rei Saul, e em seguida do filho de Davi, o seu Absalão. 




  Davi caminha convencido de estar agindo segundo a vontade de Deus, que o tirara do pastoreio das ovelhas para coloca-lo como chefe da nação. Então, não se trata de uma rivalidade pessoal, em que a derrota do outro traz alegria ao que permaneceu intacto. O ensino do evangelho será sempre um ensino de salvação: “Pai, perdoa porque não sabem o que fazem!” () 




   Na segunda parte do salmo, temos a alegria, justamente pela realização da salvação dos que buscam o Senhor: “Exultem e se alegrem contigo todos os que te procuram.. e os que amam a tua salvação, repitam sempre: Deus é grande” (v.5). 




  E após esse momento de louvor, que reconhece a grandeza do amor de Deus, vem a súplica: “Sou pobre e indigente: ó Deus, vem depressa” Tu és o meu auxílio e salvação! Senhor, não demores! (v.6). 




   Sem dúvida, essa foi uma prede de Davi, nas circunstâncias adversas ou positivas de sua vida. Mas, a vida humana se repete todos os dias, cada um, vive a mesma dimensão de amor e ódio, de paz e guerra, de salvação ou condenação... se segue a Jesus como Pedro ou vira as costas como Judas. 



Fonte: Frei Fabiano Zanatta, OFMCap

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

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