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01.Jul - DÍZIMO, UMA EXPRESSÃO DO CULTO A DEUS
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DÍZIMO, UMA EXPRESSÃO DO CULTO A DEUS




Dízimo, sem dúvida, é uma das palavras que mais ressoam em muitos templos cristãos. Pela intensidade de seu uso, tem-se a impressão de que o dízimo é ao razão fundamental do culto a Deus e que o relacionamento com Deus se reduz a dar dinheiro ao templo. O relacionamento com Deus seria uma espécie de negócio empresarial de compra e venda... É  este o verdadeiro sentido do dízimo?


O dízimo é uma palavra bíblica bem como uma expressão das relações do homem com Deus ao reconhecer em Deus a fonte de todo bem. Neste sentido, o dízimo entraria na dimensão sacrificial. No Templo eram oferecidos sacrifícios de adoração, louvor, agradecimento e súplica. O sacrifício representava a imolação do coração do oferente que se privava de um bem significativo, implicando a morte no coração dele ao reconhecer a divindade como ser supremo. Bem absoluto. 


O ser humano tende a se posicionar em independência diante do Criador desde a experiência do Gênesis (3,5). Daí, o sentido da oferenda para retornar a unidade com o Criador. O dízimo entra na compreensão de o homem aceitar a sua criaturalidade. O dízimo significa esse imolar-se na doação, prestar um culto a Deus no desapego das coisas, no reconhecer a Deus como supremo sentido da vida da criatura humana.


Dizemos que o dízimo é um ato de culto a Deus, um ato de adoração e de reconhecimento. Assim sendo, quanto maior o desapego dos bens materiais na oferta para Deus mais sentido de que Deus é o bem maior para o oferente.  Em outras palavras, o dízimo só é dizimo se revelar esse relacionamento de amor a Deus, se com o ele reconhecemos  a Deus como Alfa e Ômega de nossa vida.


Algumas vezes, o cristão é colocado diante de um desafio total, por exemplo, numa perseguição da fé, no escolher a Cristo na morte, ou viver sem o Cristo. Algum cristão também pode ser desafiado a uma doação total ou a um estilo de vida realmente apostólico. Usamos a passagem da esmola dos centavos da viúva pobre, no evangelho, para nos lembrar de que ela deu tudo... podemos lembrar-nos desta passagem para fazer entender a prioridade que ela colocava no seu gesto uma doação ao Senhor, mas isso não autoriza a explorar as pessoas fazendo do dízimo um instrumento idolátrico das riquezas do templo e deixar as pessoas à míngua em vista de uma evangelização com marcas empresariais ou a prometer que Deus vai dobrar os bens materiais do doador. A profecia de Malaquias fala que Deus abre suas mãos em bênçãos ao que leva o dízimo ao templo (Ml 3,8-12), porém, não podemos fazer da passagem uma ideologia do templo nem esvaziar seu cunho teológico.  Os dons de Deus não são para enriquecer materialmente as pessoas, mas para que elas, encontrando-se com o Senhor, recebam a plenitude da vida.


    O dízimo deve ser um ato de liberdade e de amor e, por isso, um ato de alegria do oferente por estar, no ato de doação, se situando diretamente diante de Deus.  S. Paulo diz que toda doação deve ser feita na alegria porque “Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7). Importa que seja doação do coração e não das sobras como a dos fariseus do templo. Por isso se fala de dízimo, ou seja, da décima parte. Embora não se deva radicalizar o dízimo, ele significa realmente uma doação em que o coração se despoja da sua possessividade.





Fonte: Informativo Paz e Bem - Julho 2010

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

Frei Fabiano Zanatta, OFMcap

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